quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sexo oral e anal – o conceito da Torre de Vigia conforme revelado em sua literatura

(Traduzido e adaptado de quotes-watchtower) Por todas as declarações citadas abaixo, a Torre de Vigia reconhece que não cabe a ela regulamentar o que um casal cristão pode e não pode fazer na cama, mas, apesar desse reconhecimento, ela se permitiu fazer exatamente o contrário. Uma Sentinela de 1975 declarou que práticas de sexo oral e anal no casamento daria motivo bíblico para o divórcio. Quantos casamentos foram desfeitos por essa razão, ninguém sabe. Em 1978, a Torre de Vigia voltou atrás nesta questão e nem mais considera que sexo anal e oral no casamento constitui base para desassociação; mas, em 1983, o carro de Jeová deu outra guinada e, desde então, quem quer que pratique sexo oral e anal, enquanto Testemunha, está sujeito a ser expulso da congregação, a menos que se arrependa e abandone tais práticas. Se isso não é regulamentar a vida intima alheia, o que seria?




Livro secreto Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, página 142




*** w70 15/6 pp. 380-381 Perguntas dos Leitores ***
Perguntas dos Leitores

Em virtude de conceitos amplamente divulgados por fontes do mundo, temos recebido um número bastante grande de indagações de pessoas casadas a respeito de questões sexuais. Tais perguntas se referiam ao ato conjugal, ao controle da natalidade, à esterilização e ao aborto. Apresentamos aqui comentários sobre tais assuntos ao ponto que nos sentimos autorizados a fazê-los.

[...]
Vimo-nos obrigados a responder que não cabe a estranhos ditar ao casal o que deve fazer neste aspecto íntimo de seu matrimônio.
[...]
Alguns sustentaram, porém, que entre marido e mulher é permissível absolutamente tudo. No entanto, tal conceito não é apoiado pela Bíblia. Em Romanos 1:24-32, onde se fala tanto de homens como de mulheres que praticavam atos sexuais imorais, inclusive atos lésbicos e sodômicos, a Bíblia menciona “o uso natural da fêmea”. Assim se mostra que entregar-se a tal uso pervertido dos órgãos de procriação, para satisfazer algum desejo cobiçoso de excitação sexual, não é aprovado por Deus. Isto se aplica também aos casados; não devem perverter este “uso natural da fêmea”. Isto é apoiado até mesmo pela lei do país em muitos lugares, tornando ilegais certos atos entre marido e mulher. Por exemplo, falando a respeito dos Estados Unidos, a revista Time de 8 de agosto de 1969 observava: “A sodomia é ilegal em quase todo estado, mesmo entre cônjuges.” (Os que não aprenderam como se praticam tais perversões deviam ser gratos por isso, pois Jeová Deus exorta os cristãos a serem “pequeninos quanto à maldade”. — 1 Cor. 14:20.)

Em vista das suas necessidades mútuas, as relações conjugais são um modo em que o marido e a mulher podem expressar terno amor e profundo afeto um pelo outro. Seria coerente com isso pedir ao cônjuge egoistamente que participe numa degradação dos órgãos genitais, agindo dum modo que o cônjuge acha repulsivo, só para satisfazer os próprios sentidos? Seria isso um proceder terno e amoroso? Nenhuma pessoa sã abusaria assim de seu próprio corpo humano, nem lhe imporia uma prática revoltante. As Escrituras falam do marido e da mulher como sendo uma só carne. (Efé. 5:28-31) Portanto, pediria o marido ajuizado e amoroso, ou a esposa, que o outro cônjuge participasse em atos sexuais que este corretamente considera como desnaturais e repugnantes? É evidente que a autoridade sobre o corpo do cônjuge não é ilimitada, sem estar sujeita aos princípios bíblicos — 1 Cor. 7:1-5; Pro. 5:15-19.




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A Sentinela de 1º de dezembro de 1972, página 734-6; artigo não traduzido para o português na versão oficial da Sentinela.  

(Perguntas dos Leitores). Recentemente foi veiculado uma decisão judicial que declara que a copulação oral por adultos não é mais punível com a lei em determinado estado. Essa prática, portanto, seria apenas uma questão de consciência se praticada por um casal cristão dentro do acordo de casamento? - U.S.A.
[...]
Nós acreditamos que – além daqueles que foram doutrinados com a visão de que "em casamento tudo pode", a grande maioria das pessoas normalmente rejeitaria como repugnante a prática da cópula oral, assim como a cópula anal. Se essas formas de relações sexuais não são "contrárias à natureza", então, o que é? Que aqueles que praticam tais atos o façam por consentimento mútuo, como pessoas casadas, não tornariam esses atos naturais ou não "obscenos". Estamos sendo "estreitos" ou "extremos" em assumir essa posição?


Considere o fato de que vários estados dos Estados Unidos têm, há muito tempo, leis contra precisamente essas práticas, classificando-as como formas de "sodomia" – mesmo que aqueles envolvidos nelas sejam casados. Por causa desse uso legal, o Webster's Third New International Dictionary inclui, na sua definição de "sodomia": "Cópula carnal com um membro do mesmo sexo ou om um membro do sexo oposto, ou ainda com um animal”. Especifica: “A penetração do órgão masculino na boca ou no ânus de outro ". Claro, os dicionários e as leis estaduais diferem, mas nossa posição baseia-se principalmente na Palavra de Deus, a Bíblia. No entanto, tais evidências mundanas servem para um determinado propósito, um correspondente em princípio ao que o apóstolo disse em 1 Coríntios 5: 1. Lá, ele mostrou que as relações sexuais de um só membro da congregação coríntia foram condenadas pelo povo das nações pagãs. Assim, a aplicação do termo "sodomia" nos tempos modernos às formas de copulação mencionadas mostra que não somos desarrazoados ​​em dizer que não são apenas "não naturais", mas demasiadamente abusivas.
Portanto, a anulação de alguma lei estadual e a declaração de cópula oral (ou copulação de natureza similar) como "legal" não alteram nossa posição baseada na Bíblia. Em um mundo de mortais em decomposição, podemos esperar que alguns tribunais possam sucumbir em graus variados à tendência crescente de perversão sexual, assim como alguns dos clérigos e médicos fizeram.
Não é nosso propósito tentar traçar uma linha precisa sobre onde termina o "natural" e começa o "não natural". Mas acreditamos que, ao meditar nos princípios da Bíblia, um cristão deve pelo menos poder discernir o que é extremamente incomum. Em outras áreas, a consciência individual do cristão terá que orientar, e isso inclui perguntas sobre as preliminares (Compare Provérbios 5:18, 19.) Mas, mesmo aqui, o cristão que quer produzir os frutos do espírito santo de Deus evita sabiamente as práticas que se aproximam ou que poderia facilmente levá-lo cair em formas anormais de copulação.
E se certos casais na congregação no passado ou mesmo nos últimos tempos se envolveram em práticas como as que acabamos de descrever, não apreciando até agora a gravidade do errado? Então eles podem buscar o perdão de Deus na oração e provar seu arrependimento sincero, desistindo de atos artificiais tão antigos.
Certamente não é responsabilidade dos anciãos ou de outros, em uma congregação cristã, investigarem a vida privada de casais. No entanto, se os casos futuros de conduta não natural, como a prática da cópula oral ou anal, são trazidos à sua atenção, os anciãos devem agir para tentar corrigir a situação antes de novos danos, como fariam com qualquer outro erro grave . A preocupação deles, claro, é tentar ajudar aqueles que se desviaram e estão "presos na armadilha do Diabo". (2 Timóteo 2:26) Mas se as pessoas voluntariamente mostram desrespeito pelos arranjos conjugais de Jeová Deus, torna-se necessário removê-los da congregação como "fermento" perigoso que poderia contaminar os outros. - 1 Coríntios 5: 6, 11-13.
O que podem fazer as mulheres cristãs que se casaram com os incrédulos e cujos companheiros insistem em compartilhar esses atos tão insólitos? A declaração do apóstolo é que "a esposa não exerce autoridade sobre seu próprio corpo, mas seu marido" dá à esposa a base para se submeter a essas demandas? (1 Cor. 7: 4) Não, pois essa autoridade comum é apenas relativa. A autoridade de Deus permanece sempre suprema. (1 Cor. 11: 3; Atos 5:29) O apóstolo, além disso, estava falando de relações sexuais normais, como o contexto indica. É verdade que a recusa de se engajar em atos profanos pode trazer dificuldades ou mesmo perseguição a uma esposa, mas a situação similar ao caso, por exemplo, de o marido exigir que ela se envolva em alguma forma de idolatria, mal uso de sangue, desonestidade ou outro tipo e coisa errada.
Milhões de casais em toda a terra, tanto no passado como no presente, descobriram que o amor altruísta traz alegria e plena satisfação, tanto para os parceiros quanto nas relações conjugais, sem recorrer a métodos pervertidos. Percebendo que um mundo corrupto logo deixará de existir, podemos pensar nas palavras do apóstolo Pedro, que escreveu: "Como todas essas coisas devem ser dissolvidas, que tipo de pessoas você deve ser em santas ações de conduta? E ações de devoção piedosa, aguardando e tendo em mente a presença do dia de Jeová ". Sim, este não é o momento de se envolver em práticas profanas apenas para satisfazer a paixão egoísta, e nem devemos permitir que outros nos induzam a isso.  Não, se realmente apreciamos nossa esperança de viver na nova e limpa nova ordem, agora tão perto. (2 Pe. 3:11, 12; Judas 7). Então, os casais cristãos podem manter "o matrimônio sem impureza", não só por abster-se da fornicação e do adultério, mas também evitando práticas imorais e não naturais. Heb.13 : 4.


*** g74 22/12 p. 14 A ânsia de excitamento ***

Típico é o atrativo do sexo ilícito. Promete excitamento por causa do que está envolvido, e devido ao que talvez conduza, bem como devido ao intenso prazer egoísta esperado. Assim, solteiros e casados brincam com a imoralidade e passam a fornicar ou adulterar. Esta ânsia de excitamento faz com que outros se empenhem em atos desnaturais ou pervertidos. Assim, algumas mulheres cristãs se queixam porque seus maridos querem que elas se tornem partícipes em sodomia e no sexo oral. Desnecessário é dizer que as práticas pervertidas, desnaturais, estão longe de expressarem amor, afeição e ternura um pelo outro. Todo esse comportamento sensual é repetidas vezes condenado na Palavra de Deus. — Rom. 1:24-32; Tia. 4:1, 3.



*** w75 1/5 p. 287 Perguntas dos Leitores ***

Constituem as práticas lascivas da parte de um cônjuge para com o outro motivo bíblico para o cônjuge ofendido pedir divórcio?

Há ocasiões em que práticas lascivas dentro do arranjo marital proveriam o motivo para um divórcio bíblico. Naturalmente, as Escrituras Sagradas não incentivam o divórcio, nem ordenam que o cônjuge inocente se divorcie do cônjuge que se entrega ao adultério ou à grave perversão sexual.
A respeito do divórcio, Jesus Cristo declarou: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação, e se casar com outra, comete adultério.” (Mat. 19:9) “Todo aquele que se divorciar de sua esposa, a não ser por causa de fornicação, expõe-na ao adultério, pois quem se casar com uma mulher divorciada comete adultério.” — Mat. 5:32. 
De modo que a “fornicação” é apresentada como único motivo para o divórcio. No grego comum, no qual se registraram as palavras de Jesus, o termo “fornicação” é porneía, que designa todas as formas de relações sexuais imorais, perversões e práticas lascivas tais como talvez sejam praticadas num prostíbulo, inclusive o coito oral e anal.
Quanto às declarações de Jesus a respeito do divórcio, não especificam com quem é praticada a “fornicação” ou porneía. Isto deixa a questão aberta. Que porneía pode corretamente ser considerada como incluindo as perversões dentro do arranjo marital é visto em que o homem que obriga sua esposa a ter com ele relações sexuais desnaturais virtualmente a “prostitui” ou “corrompe”. Isto o torna culpado de porneía, porque o verbo grego relacionado, porneúo, significa “prostituir, corromper”.
Por isso, podem surgir circunstâncias que tornariam as práticas lascivas dum cônjuge para com o outro motivo bíblico para o divórcio. Por exemplo, a esposa talvez faça o que razoavelmente pode para impedir que seu marido a obrigue a sujeitar-se a perversões tais como as praticadas em prostíbulos. Contudo, por causa da maior força dele, talvez a subjugue e a use para perversões sexuais. A fim de não ser prostituída assim mais uma vez, a esposa cristã talvez decida obter um divórcio. Ela pode demonstrar perante a congregação que o motivo real disso é porneía e depois passar a obter um divórcio legal em qualquer base verídica aceitável para os tribunais do país.
Por outro lado, se as práticas lascivas foram realizadas por consentimento mútuo, nenhum dos cônjuges tem base para alegar porneía como motivo bíblico para o divórcio. É assim porque nenhum dos dois é inocente, nem procura livrar-se do cônjuge culpado de porneía. Ambos os cônjuges são culpados. Tal caso, se for trazido à atenção dos anciãos na congregação, seria tratado como qualquer outra transgressão séria.


*** g75 8/7 p. 4 Uma sociedade permissiva — para onde vai? ***

O que afirmam os líderes religiosos sobre tudo isso? Muitos adotaram uma posição um tanto similar, em especial no tocante aos padrões de sexo. Crescentes números deles disseram que não vêem nenhum perigo sério ou erro no homossexualismo, no sexo pré-marital ou extramarital. O conceito de muitos líderes religiosos é bem parecido ao de uma atriz dos tempos mais antigos que disse: “Não importa o que você faça no quarto de dormir, contanto que não o faça na rua nem assuste os cavalos.” Numa época em que até mesmo entre os casados as perversões sexuais (tais como o coito oral e anal) tornam-se cada vez mais comuns, o clero oferece poucas ou não oferece nenhuma palavra de conselho ou de aviso.


*** w75 15/7 p. 432 Por Dentro das Notícias ***


Relações Sexuais Desnaturais 
Há uns dois anos atrás, esta revista advertiu contra perversões sexuais tais como a copulação oral ou anal, salientando que, iguais ao homossexualismo, eram ‘contrárias à natureza’. O apóstolo Paulo disse que os que praticam atos sexuais desnaturais ‘recebem em si mesmos a plena recompensa que se deve ao seu erro’. — Rom. 1:21-27.
Em apoio disso, “A Sentinela” de 15 de janeiro de 1975 citou uma advertência do Dr. Elmar G. Lutz, de que o “vírus do herpes”, classificado logo a seguir da gonorréia como uma das principais doenças venéreas, pode ser transmitido por atos sexuais orais-genitais.
Agora, o “Medical News” de Londres provê evidência adicional da correção da declaração inspirada do apóstolo Paulo. Na Clínica de Praed Street do Hospital de Sta. Maria, cita-se que as autoridades dizem que, embora a gonorréia masculina contraída do reto (como em atos homossexuais) tenha sido relativamente “comum”, a evidência registra agora crescente infecção retal das mulheres com gonorréia. Em 105 mulheres encaminhadas à Clínica, os médicos verificaram que quase a metade se havia ‘entregue ao coito oral ou então retal’. O relatório acrescenta que “tais algarismos se correlacionam de perto com os antes obtidos de fontes ultramarinhas”.
Os que se apegam às normas bíblicas certamente ficam protegidos contra muitos sofrimentos desnecessários. — Pro. 4:13, 20-22.

*** w76 15/8 pp. 506-507 par. 15 Precisa ser santo porque Jeová é santo ***

Nos anos recentes, o homossexualismo tem assolado o mundo. Esses homossexuais afirmam que apenas o ‘estão tirando do anonimato’, e eles se gabam por dizer: ‘Orgulhamo-nos de ser tais.’ Era evidente que esta erosão das normas de moral podia constituir um perigo ou ameaça para o povo santo de Deus, de modo que as congregações foram alertadas e os transgressores expulsos. Do mesmo modo, práticas impuras, tais como a masturbação, que pode ser um passo em direção ao homossexualismo, foram tratadas de modo sério, mas compreensivo, a fim de ajudar as pessoas a manter-se puras e limpas aos olhos de Jeová. Mais tarde, outro assunto precisou de atenção. Práticas desnaturais relacionadas com o sexo no casamento, tais como a copulação oral e anal, fizeram com que alguns do povo de Deus se tornassem impuros aos seus olhos. Mas A Sentinela manteve-se acima deste atoleiro sujo por alertar os casados ao modo de Deus pensar sobre o assunto. Mostrou-se, também, que a fornicação (porneía, em grego), que é tão detestável aos olhos de Deus, incluía todas as formas de relações sexuais imorais. (1 Cor. 6:9, 10) Esta informação foi apreciada, e os que abandonaram tais práticas impuras estavam em completo acordo com Davi, o qual pediu sabiamente ao seu Pai celestial: “Declara-me inocente de pecados escondidos.” — Sal. 19:12.

*** w78 1/8 pp. 29-31 Perguntas dos Leitores ***
Perguntas dos Leitores

Apresenta a Bíblia quaisquer definições específicas sobre o que é moral ou imoral nas relações sexuais entre marido e mulher? É da responsabilidade dos anciãos congregacionais esforçar-se a exercer controle sobre tais assuntos maritais íntimos entre os membros da congregação?
Deve ser reconhecido que a Bíblia não apresenta nenhumas regras ou limitações específicas sobre a maneira em que o marido e a mulher realizam suas relações sexuais. Existem breves descrições de apropriadas expressões de amor, tais como as em Provérbios 5:15-20, e em diversos versículos do Cântico de Salomão (1:13; 2:6; 7:6, 8). Estes textos, bem como outros, tais como Jó 31:9, 10, pelo menos fornecem um indício do que era costumeiro ou normal quanto ao jogo de amor e às relações sexuais, e coincide com o que hoje é geralmente encarado como costumeiro e normal. 
O mais vigoroso conselho das Escrituras é que devemos ter completo amor a Deus, e amor ao nosso próximo como a nós mesmos; o marido deve amar sua esposa como seu próprio corpo, e deve prezá-la e honrá-la. (Mat. 22:37-40; Efé. 5:25-31; 1 Ped. 3:7) Conforme diz o apóstolo, o amor “não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado”. (1 Cor. 13:4, 5) Isto certamente impede que se imponham ao cônjuge práticas incomuns, que este considera desagradáveis, ou mesmo repugnantes e pervertidas.
As Escrituras não vão além desta orientação básica, e, por isso, não podemos fazer mais do que aconselhar em harmonia com o que a Bíblia diz. No passado, publicaram-se nesta revista alguns comentários relacionados com certas práticas sexuais incomuns, tais como a copulação oral, dentro do matrimônio, e estas foram classificadas como crassa imoralidade sexual. Nesta base, chegou-se à conclusão de que aqueles que se empenhavam em tais práticas sexuais estavam sujeitos a serem desassociados, se fossem impenitentes. Adotava-se o conceito de que estava dentro da autoridade dos anciãos congregacionais investigarem e agirem na qualidade judicativa com respeito a tais práticas na relação conjugal.
Um cuidadoso exame adicional deste assunto, porém, convence-nos de que, em vista da ausência de claras instruções bíblicas, trata-se de assuntos pelos quais o casal tem de levar a responsabilidade perante Deus, e que essas intimidades maritais não são da competência dos anciãos congregacionais, para tentar controlá-las ou promover a desassociação, tendo tais assuntos por base exclusiva. Naturalmente, caso alguém decida chegar-se a um ancião em busca de conselho, ele ou ela pode fazer isso, e o ancião poderá considerar princípios bíblicos com tal pessoa, atuando como pastor, mas sem tentar, na realidade, “policiar” a vida marital de quem indaga.
Isto não deve ser entendido como conivência com todas as diversas práticas sexuais em que as pessoas se empenham, porque não é assim. Simplesmente expressa-se o vivo senso de responsabilidade de deixar as Escrituras predominar, e de se refrear de tomar uma posição dogmática, quando a evidência parece não fornecer base suficiente. Expressa também confiança no desejo do povo de Jeová, como um todo, de fazer tudo como para ele, e de refletir as excelentes qualidades dele em todos os seus assuntos. Expressa a disposição de deixar o julgamento de tais assuntos maritais, íntimos, nas mãos de Jeová Deus e de seu Filho, que têm sabedoria e conhecimento de todas as circunstâncias necessárias para fazer decisões certas. Convém que nos lembremos de que “todos ficaremos postados diante da cadeira de juiz de Deus” e de que “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus”. (Rom. 14:7-10, 12) “Todos nós temos de ser manifestados perante a cadeira de juiz do Cristo, para que cada um receba o seu prêmio pelas coisas feitas por intermédio do corpo, segundo as coisas que praticou, quer boas, quer ruins.” — 2 Cor. 5:10.
Convém também reconhecer que, quando o apóstolo escreveu seu conselho em Colossenses 3:5, 6, ele não o dirigiu apenas a solteiros, mas também a casados. Ele disse: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça, que é idolatria.” Em 1 Tessalonicenses 4:3-7, Paulo aconselha adicionalmente que “cada um de vós saiba obter posse do seu próprio vaso em santificação e honra, não em cobiçoso apetite sexual, tal como também têm as nações que não conhecem a Deus . . . Pois Deus nos chamou, não com uma concessão para a impureza, mas em conexão com a santificação.”
Pela sua referência ao “apetite sexual”, o apóstolo certamente não condenou o desejo sexual normal, que encontra sua correta válvula de escape e sua expressão no arranjo marital. Temos apetite normal por comida e bebida, e podemos corretamente satisfazê-lo. Mas é possível tornar-se glutão ou beberrão pelo excesso, ou falta de controle, no comer e no beber. Do mesmo modo, também, pode-se ficar tão preocupado com o sexo, que a satisfação do desejo sexual torna-se primordial e o objetivo principal em si mesmo em vez de um complemento adjunto ou subordinado à expressão do amor a que a Bíblia exorta. Quando isto ocorre, a pessoa chega ao ponto da ganância, ‘que é idolatria’, e se idolatra o desejo sexual. — Efé. 5:3, 5; Fil. 3:19; Col. 3:5.

Então, qual é a situação quando alguém casado, talvez a esposa, chega-se a um ancião congregacional com a queixa de que seu cônjuge abusa dela por impor-lhe práticas sexuais que ela rejeita como repugnantes e pervertidas? Se o cônjuge estiver disposto a considerar o assunto, o ancião, possivelmente na companhia de outro ancião, pode oferecer-se para ajudar o casal a solucionar seu problema, dando conselho bíblico.
O que se dá quando alguém casado se queixa de que certas práticas do cônjuge são suficientemente obscenas para se enquadrarem no termo grego porneia, conforme usado em Mateus 19:9 (“fornicação”, Tradução do Novo Mundo)? Conforme já se mostrou, as Escrituras não fornecem nenhuma informação específica que permita uma identificação positiva de certas práticas sexuais dentro do matrimônio como sendo — ou não sendo — porneia. Pode-se notar que o termo grego se deriva duma palavra que tem por significado básico “vender” ou “render-se ou entregar-se”, e porneia tem assim o sentido de “vender-se ou entregar-se à luxúria ou lascívia”. A forma verbal (porneuo) inclui entre seus significados o de “ser devasso”. (Greek-English Lexicon de Liddell e Scott) Quando alguém casado acredita que as práticas sexuais do cônjuge, embora sem envolverem alguém de fora do matrimônio, não obstante, sejam de tal natureza obscena, que significam claramente entregar-se à lascívia ou à devassidão, então esta decisão cabe a ele ou a ela, e é de sua responsabilidade.
Tal pessoa talvez afirme que as circunstâncias fornecem uma base bíblica para o divórcio. Neste caso, ele ou ela tem de assumir plena responsabilidade perante Deus por qualquer ação de divórcio que possa haver. Não se pode esperar que os anciãos expressem aprovação bíblica) do divórcio, se não tiverem certeza dos motivos. Ao mesmo tempo, não estão autorizados a impor sua consciência a outra pessoa, quando o assunto é duvidoso. (Tia. 4:11, 12) Depois de expressarem o conselho bíblico que acharam apropriado, podem tornar clara, à pessoa envolvida, a seriedade do assunto e a plena responsabilidade que recai sobre ele ou ela, caso haja divórcio. Quando alguém simplesmente procura pretexto para romper o vínculo marital, então ele só pode esperar o desfavor de Deus, porque Ele diz a respeito de tais tratos traiçoeiros com o cônjuge que “ele tem odiado o divórcio”. (Mal. 2:16) “Deus julgará os fornicadores e os adúlteros”, e todo aquele que se divorcia apenas à base dum pretexto e depois se casa de novo não escapará deste julgamento. (Heb. 13:4) Os anciãos podem confiar em que o Senhor “tanto trará da escuridão para a luz as coisas secretas, como tornará manifestos os conselhos dos corações”, no seu tempo devido. (1 Cor. 4:4, 5) Todo aquele que semear engano e traição não deixará de ceifar sofrimento, porque “de Deus não se mofa”. — Gál. 6:7, 8.
Assim como os anciãos congregacionais concedem aos seus irmãos e às suas irmãs o direito de exercer sua consciência pessoal nos assuntos sobre os quais as Escrituras não são explícitas, os anciãos têm também o direito de usar sua própria consciência quanto a como encaram aqueles que se empenham em ações duvidosas. Se acharem sinceramente que as ações dum membro da congregação, nesses assuntos, são tais que não podem conscienciosamente recomendar a pessoa para qualquer serviço exemplar na congregação, eles têm tal prerrogativa. — 1 Tim. 1:19; 3:2-12; 5:22.

Nota de rodapé:
Tem havido referência às declarações do apóstolo em Romanos 1:24-27 sobre “o uso natural” do corpo masculino e do feminino. Conforme é evidente e tem sido consistentemente reconhecido, essas declarações são feitas no contexto do homossexualismo. Não fazem referência direta às práticas sexuais entre marido e mulher. Também é preciso reconhecer que até mesmo as expressões de amor completamente normais e comuns entre marido e mulher seriam “desnaturais” entre pessoas do mesmo sexo, e imorais entre os que não são casados entre si. Qualquer orientação que estas declarações apostólicas possam prover quanto às práticas sexuais dentro do matrimônio, portanto, são indiretas e precisam ser encaradas apenas como persuasivas, e não conclusivas, quer dizer, não como base para a fixação de normas rígidas e duras de julgamento. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade e talvez a probabilidade de que algumas das práticas sexuais agora usadas entre marido e mulher originalmente tenham sido praticadas apenas por homossexuais. Se for assim, então isso certamente daria a tais práticas pelo menos uma origem ofensiva. Por isso, o assunto não pode ser levianamente descartado pelo cristão consciencioso, só porque não há nenhuma referência direta aos casados, nos textos já mencionados.


(Escola do Ministério do Reino, de 1981,  página 151; livro não traduzido para o português).

Conduta sexual ... no que diz respeito ao leito matrimonial, os indivíduos podem, no entanto, ser informados de que, em suas relações íntimas, como em todos os outros aspectos da vida cristã, eles precisam ... ter um ódio por todas as práticas pervertidas, incluindo homossexualidade, bestialidade, sexo oral e similares (Levítico 18: 22,23; Salmos 97:10; Amós 5:15; Romanos 12: 9; Ef 5: 3,10-12; Col. 3: 5,6). As pessoas devem ser instadas a agirem de forma a deixá-las com uma consciência limpa, e o leito matrimonial imaculado (Hb. 13: 4) "


*** w83 15/9 pp. 30-31 Honre o casamento piedoso! ***

DEFINIÇÃO DE “FORNICAÇÃO”

O que entendemos aqui por “fornicação”? A palavra grega usada nesse texto é porneia. Ao considerar o assunto, A Sentinela de 1.° de maio de 1973, páginas 286, 287, mostrou que porneia “vem duma raiz que significa ‘vender”’. Portanto, está ligada à prostituição, tal como a praticada em muitos templos pagãos do primeiro século e em ‘casas de má fama’ hoje em dia.

É verdade que porneia é às vezes usada em sentido restrito, como se aplicando às relações sexuais entre pessoas não casadas (solteiras). Um exemplo de tal uso restrito é o de 1 Coríntios 6:9, onde os “fornicadores” são mencionados separadamente e em adição aos que se empenham em outras depravações sexuais, tais como o adultério e o homossexualismo. Mas, pouco antes disso, em 1 Coríntios 5:9-11, Paulo usou a mesma palavra ao aconselhar os cristãos a não se misturarem com “fornicadores”. Será razoável imaginar que ele se referisse aqui apenas a pessoas imorais solteiras? Isso não poderia ser, pois o capítulo 6 apresenta uma ampla gama de práticas sexuais ilícitas que precisam ser evitadas, incluindo o adultério e o homossexualismo. De modo similar, Judas 7 e Revelação 21:8, que mostram que Deus julga os “fornicadores” impenitentes como dignos de destruição eterna, dificilmente poderiam restringir-se apenas a pessoas solteiras que têm relações sexuais. E o decreto do corpo governante de Jerusalém, em Atos 15:29, ‘de abster-se . . . de fornicação’, deve ser entendido como tendo amplo campo de aplicação.
Portanto, “fornicação”, no sentido amplo e conforme usada em Mateus 5:32 e 19:9, refere-se evidentemente a uma ampla gama de relações sexuais proibidas ou ilícitas fora do casamento. Porneia envolve o crasso uso imoral do(s) órgão(s) genital(ais) de pelo menos um humano (quer de maneira natural, quer pervertida), também, é preciso haver um parceiro na imoralidade — um humano de qualquer um dos sexos, ou um animal. Assim, a masturbação (imprudente e espiritualmente perigosa como seja) não é porneia. Mas, até hoje, o termo porneia engloba as diversas espécies de atividade sexual que podem ocorrer numa casa de prostituição, onde favores sexuais são comprados e vendidos. Alguém que se dirige a uma mulher ou a um homem que se prostituem, a fim de comprar alguma espécie de favores sexuais, seria culpado de porneia. — Veja 1 Coríntios 6:18.
CRISTÃOS CASADOS
Que dizer da atividade sexual entre cônjuges dentro do vínculo do casamento? Não cabe aos anciãos intrometer-se na vida íntima dos cristãos casados. Todavia, a Bíblia certamente entra na vida deles. Os que ‘persistem em andar por espírito’ não devem desconsiderar os indícios bíblicos sobre o modo de pensar de Deus. E farão bem em cultivar ódio por tudo o que é impuro diante de Jeová, inclusive as coisas que são claramente práticas sexuais pervertidas. Os casais devem proceder de modo a poderem ter a consciência limpa, ao passo que dão atenção ininterrupta ao desenvolvimento dos “frutos do espírito”. — Gálatas 5:16, 22, 23; Efésios 5:3-5.
O que dizer, porém, se um dos cônjuges quer ou mesmo exige que seu parceiro ou sua parceira participe no que é claramente uma prática sexual pervertida? Os fatos acima apresentados indicam que porneia envolve conduta sexual ilícita fora do arranjo marital. Assim, o cônjuge forçar atos pervertidos, tais como o sexo oral ou anal, dentro do casamento, não constituiria base bíblica para um divórcio que livraria um ou outro para se casar novamente. Embora o cônjuge crente seja afligido pela situação, contudo seus esforços para se apegar aos princípios bíblicos resultarão na bênção de Jeová. Em tais casos seria útil o casal considerar o problema com franqueza, lembrando-se principalmente que as relações sexuais devem ser honrosas, sadias e uma expressão de terno amor. Isso certamente excluiria coisas que poderiam afligir ou prejudicar o cônjuge. — Efésios 5:28-30; 1 Pedro 3:1, 7.
Como já foi mencionado, não cabe aos anciãos “policiar” os assuntos conjugais particulares dos casais da congregação. Entretanto, se se tornar conhecido que um membro da congregação pratica ou defende abertamente as relações sexuais pervertidas dentro do vínculo do casamento, este certamente deixaria de ser irrepreensível, e, portanto, não estaria apto para privilégios especiais, tais como servir qual ancião, servo ministerial ou pioneiro. Tal prática e promoção poderiam levar até mesmo à expulsão da congregação. Por quê?

Gálatas 5:19-21 alista muitas faltas graves que não são classificadas como porneia e que poderiam desqualificar a pessoa para o Reino de Deus. Entre elas estão a “impureza” (do grego akatharsia, que significa imundície, depravação, lascívia) e “conduta desenfreada” (do grego aselgeia, que significa licenciosidade, devassidão, conduta desavergonhada). Como a porneia, tais faltas graves, quando se tornam crassas, podem constituir motivo para desassociação da congregação cristã, mas não para se obter um divórcio bíblico. A pessoa que descaradamente promove chocantes e repulsivas atividades sexuais seria culpada de conduta desenfreada. Naturalmente, uma pessoa com tal atitude poderá até mesmo acabar cometendo porneia; aí então é que haveria base para um divórcio bíblico. Quão interessados devem estar todos os cristãos devotados em evitar e combater todas essas “obras da carne”! — Gálatas 5:24, 25.
Todos os do povo de Jeová, quer sejam casados, quer solteiros, devem evitar toda a espécie de imoralidade. Devem apoiar realmente todos os arranjos de Jeová, inclusive a instituição do casamento. (Salmo 18:21-25) Os que são casados devem, como “uma só carne”, esforçar-se a honrar a Jeová, cultivando verdadeiro amor e respeito em seu casamento. (Gênesis 2:23, 24; Efésios 5:33; Colossenses 3:18, 19) Desse modo, bem como de outros, poderão mostrar que “não fazem parte do mundo” — um mundo que Satanás arrastou para dentro dum lamaçal de imoralidade e corrupção, e que está prestes a ‘passar com o seu desejo’. Lembrando que “aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”, todos devemos esforçar-nos a fazer a “vontade” de Deus em conexão com o Seu precioso arranjo do casamento. — João 17:16; 1 João 2:17.

Nota de rodapé
Veja A Sentinela de 1.° de fevereiro de 1980, páginas 31 e 32; também, 1.° de maio de 1981, página 31.[...]Esta é uma ampliação e um ajuste do entendimento do que foi publicado na Sentinela de 1.° de maio de 1975, página 287, e na de 1.° de agosto de 1978 páginas 29 a 31. Os que agiram à base do conhecimento que tinham na ocasião não devem ser criticados. Tampouco afetaria isso a condição duma pessoa que no passado acreditava que a conduta sexual pervertida do cônjuge no casamento incorria em porneia, e, portanto, obteve um divórcio e casou-se novamente.



 Verdadeira Paz e Segurança, página 142-151.

Seu conceito sobre o sexo — que diferença faz?

ALGUNS acham que a Bíblia não vê com bons olhos nada que tenha a ver com o sexo. Mas, um exame da própria Bíblia revela que isto não é verdade. Após falar sobre Deus criar o primeiro homem e a primeira mulher, a Bíblia prossegue: “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.’” — Gênesis 1:27, 28. 
2 Portanto, as relações sexuais entre homem e mulher têm claramente a aprovação divina. Mas, aprova Deus o sexo irrestrito? Significaria isso o maior prazer na vida? Redundaria em verdadeira paz e segurança para nós e os que nos cercam? 
3 O sexo está tão sujeito a ser mal usado como estão outras funções humanas. Comer é bom e essencial à vida. Mas a glutonaria pode estragar a saúde e abreviar a vida. Dormir também é vital. Mas o excesso priva a vida de realizações e pode até mesmo enfraquecer o corpo. Assim como o prazer real na vida não vem da glutonaria, da bebedeira e da preguiça, também não vem do uso irrestrito das faculdades sexuais. A experiência humana, de milhares de anos, atesta este fato. Temos que aprender isso através de amarga experiência pessoal? Há um modo melhor. 
4 A Palavra de Deus fornece um conceito equilibrado sobre o sexo, que resguardará a nossa felicidade atual e futura. Todavia, não é visando apenas a nossa própria paz e segurança que devemos aprender as normas de Deus sobre o uso dessas faculdades e daí aderir a tais normas. Mais importante é fazê-lo por respeito ao nosso Criador. Se realmente tomarmos o seu lado na questão da soberania, de bom grado nos submeteremos à sua sabedoria superior e autoridade soberana também neste assunto. — Jeremias 10:10, 23.
Manter o Casamento Honroso Entre Todos
5 A Bíblia aconselha: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” (Hebreus 13:4) Portanto, Deus é contra as relações sexuais fora do casamento. Isto é coerente com o fato de que Deus, ao dar um cônjuge ao primeiro homem, mostrou que seu desejo era que os dois se tornassem “uma só carne”, num vínculo de união permanente. Uns quatro mil anos depois, o Filho de Deus mostrou que seu Pai não abandonara esta norma. (Gênesis 2:22-24; Mateus 19:4-6) Mas é essa norma desnecessariamente restritiva? Priva-nos de algo bom?

6 O adultério viola a norma divina e Jeová promete ser “testemunha veloz” no julgamento contra os adúlteros. (Malaquias 3:5) Os maus frutos das relações sexuais fora da união marital salientam a sabedoria da lei de Deus. O adultério quebra a confiança e cria suspeitas. Causa insegurança e mina a paz conjugal. As resultantes amargura e mágoa amiúde levam ao divórcio. Os filhos sofrem ao verem sua família desintegrar-se. Obviamente, condenar Deus o adultério é para o nosso bem. A sua Palavra mostra que qualquer pessoa que tiver genuíno amor ao próximo não cometerá adultério. — Romanos 13:8-10.

7 Como já vimos, a Bíblia expressa também o julgamento de Deus contra os fornicadores. Exatamente o que é fornicação? Embora o uso deste termo possa incluir as relações sexuais entre pessoas não casadas, bem como o adultério, ela muitas vezes tem um significado bem mais amplo. A palavra para “fornicação”, usada ao se registrar as declarações de Jesus e de seus discípulos, é a palavra grega por·neí·a. Ela vem da mesma raiz que o termo moderno “pornografia”. Nos tempos bíblicos, por·neí·a era usada para referir-se a uma ampla gama de relações sexuais ilícitas fora do casamento. Por·neí·a envolve o uso crassamente imoral do(s) órgão(s) genital(ais) de pelo menos um ser humano (quer de maneira natural, quer pervertida). Também, é preciso haver um parceiro na imoralidade — um ser humano de qualquer um dos sexos, ou um animal.

8 Ao instar os cristãos a ‘se absterem de fornicação’, o apóstolo Paulo apresentou fortes razões, dizendo: “Que ninguém vá ao ponto de prejudicar e de usurpar os direitos de seu irmão neste assunto, pois Jeová é quem exige punição por todas estas coisas . . . Pois Deus nos chamou, não com uma concessão para a impureza . . . Assim, pois, quem mostra falta de consideração, não desconsidera o homem, mas a Deus.” — 1 Tessalonicenses 4:3-8.

9 Quem comete fornicação realmente ‘prejudica e usurpa os direitos de outros’. Isto se dá, por exemplo, com casais que vivem juntos sem serem legalmente casados. Por que fazem isso? Muitas vezes é para poderem abandonar a união quando quiserem. Não dão ao parceiro a segurança que um casamento responsável devia dar. Mas, se ambos entrarem espontaneamente nessa relação, estarão ainda assim ‘prejudicando e usurpando os direitos de outros’? Decididamente que sim.

10 Há muitos efeitos resultantes das ações de fornicadores que ‘prejudicam e usurpam os direitos de outros’. Primeiro, quem comete fornicação participa em prejudicar a consciência da outra pessoa, bem como qualquer reputação limpa que ela tenha perante Deus. O fornicador elimina a oportunidade da outra pessoa de ter um casamento com começo limpo. Provavelmente lançará desrespeito, vitupério e aflição sobre os membros da família da outra pessoa, bem como da sua própria. Pode também pôr em risco a saúde mental, emocional e física da outra pessoa. Temíveis doenças sexualmente transmissíveis, como a mortífera AIDS (Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida), muitas vezes resultam da imoralidade sexual.

11 Muitos preferem não enxergar tais danos. Mas, acha que Deus, na sua justiça, tolerará tal empedernido desrespeito para com os direitos dos outros? A Palavra de Deus manda ‘honrar’, não aviltar ou repudiar, seu sagrado arranjo de casamento. — Hebreus 13:4; Mateus 22:39.

12 Que dizer do homossexualismo? Como já vimos, a palavra por·neí·a (“fornicação”), usada por Jesus e seus discípulos, engloba esta prática. O discípulo Judas usou esta palavra ao se referir às atividades sexuais desnaturais dos homens de Sodoma e Gomorra. (Judas 7) O homossexualismo que ali se praticava causou uma degradação que produziu um alto “clamor de queixa”. E levou a Deus destruir essas cidades e seus habitantes. (Gênesis 18:20; 19:23, 24) Mudou o conceito de Deus desde então? Não. Primeira aos Coríntios, 6:9, 10, por exemplo, alista os “homens que se deitam com homens” entre os que não herdarão o Reino de Deus caso persistam nesta prática. Também, descrevendo o que advém aos que ‘desonram seus corpos com a impureza’, indo “após a carne para uso desnatural”, a Bíblia diz que “ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena recompensa, que se devia ao seu erro”. (Romanos 1:24, 27) Tais pessoas não só incorrem na condenação de Deus, mas recebem também uma “recompensa” de corrupção mental e física. Hoje, por exemplo, há entre os homossexuais um índice desproporcionalmente alto de sífilis, AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. As elevadas normas de moral da Palavra de Deus protegem-nos contra tais danos, em vez de nos privar de algo bom. 

Aceitação do Conceito de Deus Sobre o Divórcio 

13 ‘Tenho odiado o divórcio.’ Foi assim que Jeová Deus se expressou ao repreender os que ‘agiam traiçoeiramente’ com seu cônjuge. (Malaquias 2:14-16) A sua Palavra dá fartos conselhos para ajudar os casais a tornar o casamento bem sucedido e evitar a amargura do divórcio. Também torna claro que Deus considera a fidelidade aos votos maritais uma responsabilidade sagrada. 
14 Isto é salientado por ele reconhecer apenas um motivo válido para o divórcio. Jesus mostrou qual é: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação [por·neí·a], e se casar com outra, comete adultério.” (Mateus 19:9; 5:32) Por·neí·a, como já vimos, refere-se a relações sexuais fora do casamento, quer naturais, quer desnaturais. 
15 Quando um cônjuge torna-se culpado de fornicação, rompe isto automaticamente o vínculo marital? Não. O cônjuge inocente pode decidir perdoar ou não. Se optar pelo divórcio, o reconhecimento da autoridade secular, por parte do cristão, fá-lo-á dissolver o casamento legalmente, com base verídica. (Romanos 13:1, 2) Pronto o processo, é permitido um novo casamento. Mas as Escrituras aconselham que esse casamento deve ser apenas com outro cristão, alguém que está realmente “no Senhor”. — 1 Coríntios 7:39. 
16 Que dizer se as leis do país não permitirem o divórcio sob hipótese alguma, nem mesmo à base de imoralidade sexual? Neste caso, o cônjuge inocente talvez possa obter o divórcio num país em que este é permitido. As circunstâncias, por certo, talvez não permitam isso. Mas, talvez exista algum tipo de separação legal no próprio país, que se possa obter. De qualquer modo, o cônjuge inocente pode separar-se do culpado e apresentar aos superintendentes da congregação local das Testemunhas de Jeová a prova inequívoca da razão bíblica do divórcio. Que dizer se essa pessoa mais tarde decidir arranjar outro cônjuge? A congregação não a expulsaria qual adúltera, desde que entregue à congregação um documento escrito contendo um voto de fidelidade ao cônjuge atual e o compromisso de obter uma certidão legal de casamento, caso o ex-casamento venha a ser dissolvido, quer legalmente, quer pela morte. Não obstante, a pessoa teria de arcar com quaisquer possíveis conseqüências resultantes no que tange ao mundo fora da congregação. Pois, geralmente o mundo não reconhece que a lei de Deus é superior às leis humanas, e que as leis humanas só têm autoridade relativa. — Veja Atos 5:29.
Evitar Sabiamente Toda Impureza e Cobiça Sexual. 

17 As relações sexuais ocupam claramente um lugar devido na vida dos casados. Deus providenciou-as como meio de produzir filhos, e também qual fonte de prazer para os pais. (Gênesis 9:1; Provérbios 5:18, 19; 1 Coríntios 7:3-5) Mas, ele adverte contra o abuso deste dom. — Efésios 5:5. 

18 Devido à ênfase que se dá hoje ao sexo, muitos jovens verificam que seu desejo de satisfação sexual é estimulado mesmo antes de estarem em condições de se casar. Em resultado, alguns buscam o prazer através da auto-estimulação de seus órgãos sexuais. Isto é masturbação, ou vício solitário. É esta uma prática correta ou sábia? 

19 As Escrituras aconselham: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça.” (Colossenses 3:5) Estará ‘amortecendo os membros do seu corpo, com respeito ao apetite sexual’, quem pratica a masturbação? Ao contrário, estará estimulando o apetite sexual. A Bíblia insta que se evite a meditação e a conduta que levam a tais problemas, substituindo-os com atividade salutar, e que se cultive o autodomínio. (Filipenses 4:8; Gálatas 5:22, 23) Com um esforço sério nesse sentido, tal vício solitário pode ser evitado, com benefícios mentais, emocionais e espirituais para a pessoa.

20 O que a Bíblia diz sobre “impureza, apetite sexual, desejo nocivo”, aplica-se a todos os cristãos, solteiros e casados. É verdade que marido e esposa têm o direito bíblico de terem relações sexuais entre si. Mas, significa isso que podem abandonar todas as restrições? O fato de que a Palavra de Deus insta todos os cristãos a cultivarem o autodomínio argumenta contra tal conceito. (2 Pedro 1:5-8) O escritor bíblico inspirado não precisou explicar o modo natural em que os órgãos reprodutivos do marido e da esposa se complementam. As relações homossexuais evidentemente não podem seguir este modo natural. Assim, homossexuais masculinos e femininos usam outras formas de relações sexuais ligadas ao que o apóstolo chama de “ignominiosos apetites sexuais” e práticas ‘obscenas’. (Romanos 1:24-32) Poderiam marido e esposa imitar em seu próprio casamento tais formas de relações homossexuais e, ainda assim, serem inocentes aos olhos de Deus quanto a expressar “ignominiosos apetites sexuais” ou “desejo nocivo”?

21 Ao considerar o que as Escrituras dizem, a pessoa talvez constate que seu anterior conceito sobre esses assuntos era moldado pelos que, como diz a Bíblia, ficaram “além de todo o senso moral”. Mas, com a ajuda de Deus, é possível se “revestir da nova personalidade”, moldada segundo as normas divinas de justiça. (Efésios 4:17-24) Assim, a pessoa mostra que fala sério quando diz que quer fazer a vontade de Deus. 

Seu Conceito Influi de Modo Vital na Sua Paz e Segurança

22 Aplicar os conselhos da Palavra de Deus sobre a moralidade sexual não é penoso. Contraste os frutos do proceder delineado na Bíblia com o alto índice mundial de divórcio, lares desfeitos, filhos delinqüentes, prostituição, doença, e com a violência e os assassinatos praticados em conexão com a paixão sexual. (Provérbios 7:10, 25-27) Quão evidente é a sabedoria da Palavra de Deus! Se você rejeitar o conceito mundano, baseado no desejo egoísta, e ajustar seu modo de pensar aos conselhos de Jeová, seu coração ficará bem fortalecido no que tange a desejos corretos. Em vez dos prazeres fugazes da imoralidade sexual, terá uma boa consciência e duradoura paz mental. O casamento e os laços familiares se fortalecerão com o desenvolvimento da confiança mútua entre os cônjuges e o respeito por parte dos filhos.
23 E não perca de vista que a sua própria esperança de vida eterna está em jogo. Assim, a moralidade bíblica contribuirá mais do que apenas para a sua saúde atual. (Provérbios 5:3-11) Será parte da prova de que você realmente lamenta as ações detestáveis dos que desconsideram a Deus e que foi ‘marcado’ para sobreviver e entrar na “nova terra”, em que morará, não a imoralidade, mas a justiça. Quão vital é, pois, que ‘faça o máximo para ser finalmente achado por Deus sem mancha nem mácula, e em paz’. — Ezequiel 9:4-6; 2 Pedro 3:11-14.

Livro secreto Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, página 142



*** w92 15/7 pp. 11-12 pars. 15-16 Cristo odiava o que é contra a lei — odeia-o você também? ***

15 Nós, como cristãos, temos de odiar especialmente toda a impureza relacionada com assuntos sexuais. Deus teve dois bons objetivos ao criar a humanidade com um forte instinto de acasalamento. Certificou-se de que a raça humana não se extinguisse, e fez também uma provisão muito amorosa de felicidade. Mesmo os pobres, os analfabetos ou os de outro modo desprivilegiados podem encontrar grande felicidade na relação marital. No entanto, Jeová estabeleceu limites, dentro dos quais se pode usufruir esta relação. Estes limites divinamente especificados têm de ser respeitados. — Gênesis 2:24; Hebreus 13:4.
16 Se odiarmos o que é contra a lei, evitaremos diligentemente todas as práticas sexuais impuras e a diversão imoral. Portanto, faremos empenho de evitar todos os livros, as revistas e os jornais moralmente questionáveis. Do mesmo modo, se odiarmos o que é contra a lei, não veremos espetáculos impuros, quer na televisão, quer em filmes ou no palco. Quando achamos que um programa é imoral, devemos sentir-nos induzidos a imediatamente desligar a televisão ou devemos ter a coragem de sair do cinema ou do teatro. De modo similar, odiarmos o que é contra a lei nos prevenirá contra toda a música que estimula as paixões pela letra ou pelo ritmo. Não procuraremos obter conhecimento de assuntos imorais, mas seremos ‘pequeninos quanto à maldade; contudo, plenamente desenvolvidos na capacidade de entendimento’. — 1 Coríntios 14:20.

*** w00 1/11 p. 8 par. 6 O conceito divino da pureza moral ***

Fora do casamento, as relações sexuais são proibidas. A Bíblia é bastante específica neste respeito (Êxodo 20:14; Marcos 7:21, 22) [...] O que significa a palavra “fornicação”? Ela deriva da palavra grega por·neí·a, que às vezes é aplicada às relações sexuais entre pessoas que não são casadas. (1 Coríntios 6:9) Em outros lugares, tais como em Mateus 5:32 e em Mateus 19:9, o termo tem sentido mais amplo e se refere adicionalmente ao adultério, ao incesto e à bestialidade. Outras práticas sexuais entre os não casados, tais como o sexo oral e anal, e a manipulação sexual da genitália de outra pessoa, também podem ser chamadas de por·neí·a. Todas essas práticas são condenadas na Palavra de Deus, quer explicitamente quer por inferência. — Levítico 20:10, 13, 15, 16; Romanos 1:24, 26, 27, 32.



St. Petersburg Times,  22 de agosto de 2002.

[Conforme consta em

http://www.sptimes.com/2002/08/22/Floridian/Spiritual_shunning.shtml em 24 de agosto de 2002]


 [O porta-voz da Torre de Vigia, J. R Brown, disse que as Testemunhas acreditam que a atividade sexual entre homens e mulheres deve "seguir o curso normal" das coisas. "Nós acreditamos que a relação sexual oral ou anal vai além disso".




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9 comentários:

  1. AS Testemunhas de Jeová dizem que se baseiam totalmente na Bíblia, mas não tem vergonha de criar regras absurdas que controlam a vida intima das pessoas. É uma exemplo do abuso de autoridade de uma seita. Se vão até este nível de controle, imaginem então no campo financeiro, social, emocional, etc... Fui escravo desta seita por 20 anos, cheguei até o cargo de ancião. Fiquem longe das T.J.!

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  2. Gostaria que vc entrasse em contato comigo LOUROSVALDO

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    1. Será um prazer!

      Poderá enviar-me uma mensagem pelo formulário de contato na barra lateral do blog, no canto inferior; ou poderá me chamar pelo facebook por aqui

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  3. Basicamente em todos textos citados, é clarificado que a torre se confunde ao ditar regras anti-biblicas aos obcecados subordinados adeptos. Nos, versos citados praticamente nenhum se refere a regras ou especificações sexuais para casados, mas antes se tratava de praticas homossexuais ilícitas. Ofereço 3 chances a qualquer ancião que me mostre algum versículo bíblico extensivo ao controle da intimidade do cônjuge. Pior de tudo é que esses homens entram na vida intima convocados pelo proprio casal que teve 'um peso de consciencia' por ler a matéria restritiva da sentinela e corre a tais para 'expor o pecado'. A torre continua com sua mão de ferro autoritária e arbitrária.

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  4. Olá Lourisvaldo! é incrível como se contradizem, se perdem nas posturas...demonstrando claramente que nunca foram e jamais serão a única religião verdadeira. O que eles tem é sede de autoridade, tornando se autoritários com todo o peso que a palavra contém. Abraços!

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  5. Vão ler a bíblia, talvez vcs aprendam o que é certo e o que é errado, talvez o tempo que vcs perdem indo de encontro aos conceitos dos TJ vcs poderiam ler a bíblia e mostrar na bíblia que fazer sexo anal e algo normal e não é imoralidade sexual .

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    1. Meus dois últimos posts foram sobre a Bíblia; examinei o relato do dilúvio de Noé e constatei que se trata de um mito, que não tem nada de divino ali; assim, que posso concluir dos regulamentos que Moisés escreveu sobre sexualidade? Se ele relatou um dilúvio mitológico, será que também não tirou da própria cabeça os regulamentos sobre sexualidade?

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